quinta-feira, 19 de agosto de 2010

BH é Verde que te quero !


Boa tarde para todos!

Como uma possível vitima que sou, resolvi fazer hoje um post sobre “ Os Avanços na Região Norte de Belo Horizonte”.

Há muito tempo eu tenho ouvido falar sobre o Projeto de Lei 820/09 de reformulação da Lei de Uso e Ocupação do Solo da cidade de Belo Horizonte. Pelo que sei  esse Projeto, já aprovado ira acabar com as áreas verdes como a Mata das Borboletas, no Sion, a Mata do Planalto e a que eu quero realmente me referir neste post, a Mata do Isidoro, na região norte. Mas isso é só o começo...

Para entendemos melhor ou se é que é possível, tentar entender o que se passa na cabeça dos nossos governantes, vejam a reportagem abaixo, do Jornal O tempo. E tirem suas próprias conclusões de como isso trará devastação ambiental, trânsito infernal e muitas outras mazelas para uma sociedade que a cada dia mais e mais sofre com esses “avanços necessários”, mas sabemos que no fim todos nós iremos querer somente, um pouco de paz.


“O córrego do Isidoro, localizado na região Norte de Belo Horizonte, às margens da MG-020, dará nome à 10ª regional de Belo Horizonte. Em uma área de 10 mil hectares, que abriga hoje construções irregulares, nascerá praticamente uma nova cidade. Como O TEMPO adiantou com exclusividade na semana passada, a prefeitura trabalha para liberar empreendimentos imobiliários que vão resultar na construção de 72 mil apartamentos.

O preço médio dos imóveis construídos na região é R$ 100 mil - não há intenção de erguer casas. De toda a área construída, 12% serão destinadas à atividade comercial. Como contrapartida aos apartamentos, a prefeitura da capital exige a construção de centros de saúde, escolas e centros culturais.

Um terminal de integração de transporte, terminais de embarque e desembarque de ônibus e uma sede da administração regional também fazem parte das obrigações das empresas que farão a urbanização da região do Isidoro. Os empreendedores ficaram responsáveis também pela criação de dois parques ecológicos e de pequenas reservas.
Para viabilizar o acesso, a prefeitura estabelece - também como contrapartida - a construção da Via 540. Serão 6,7 km de pista-dupla que irão ligar a MG-020 à Avenida Cristiano Machado, facilitando a chegada até a Cidade Administrativa. Essa obra deve custar R$ 421 milhões. A Via 038, ou Via Norte-Sul, vai cortar o Isidoro de Norte a Sul - o custo é de R$ 152 milhões.

Outra contrapartida é a destinação de 10% dos apartamentos ao programa de habitação Minha Casa, Minha Vida. Fecha à lista de contrapartidas a obrigatoriedade para os empreendedores cederem temporariamente 3.000 apartamentos à Vila Olímpica da Copa do Mundo de 2014. Já há um projeto para 20 mil imóveis, que incluiriam os apartamentos da vila.

A prefeitura também terá parte na contrapartida. Ficará responsável pela parte da Via 540 entre a fronteira do Isidoro até o bairro Vilarinho. As negociações entre empreendedores e os nove donos dos terrenos para a urbanização da região estão em fase avançada. O empreendimento pode contar ainda com financiamento do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG).

Informações de bastidores dão conta de que a criação da nova regional teria sido fechada em uma reunião na prefeitura na segunda-feira. A dúvida estaria agora no nome da área. "Estava entre regional Izidora, como era conhecido o local anos atrás, e Isidoro, por conta do nome de hoje. Mas deve ser Isidoro mesmo", contou uma fonte. Como comparação, a regional mais populosa da capital é a Noroeste, com 360 mil habitantes. Em seguida, o Barreiro, tem 262 mil. A regional Isidoro terá cerca de 250 mil moradores.

A Prefeitura de Belo Horizonte estima que a urbanização total da região seja concluída no período de dez anos. A construção das novas residências deve gerar negócios da ordem de R$ 10 bilhões.

Moradores de quilombo preocupados com o que acontecera com eles, mas a  prefeitura garante que a intenção com a urbanização da região do córrego do Isidoro é conter o crescimento desordenado e ilegal, mas moradores da região temem que sejam expulsos por conta do alto valor imobiliário dos empreendimentos.
“Estamos lutando desde 2005 para garantir nosso espaço e sempre era difícil conversar. Agora, com grandes empreendedores, tudo fica fácil. É muito estranho”, disse Maurício Moreira, 52, representante do quilombo Mangueiras, que abriga cerca de 60 pessoas.
O prefeito Marcio Lacerda garantiu a compensação de áreas que hoje são de preservação ambiental e que futuramente vão receber os imóveis. Ele garantiu também a manutenção do quilombo e do prédio que abrigou o sanatório Hugo Werneck. (MS)


E Onde Fica o Meio Ambiente? Hum Humm !

Mesmo com a garantia de criação de dois grandes parques, o impacto ambiental na região do córrego do Isidoro é inevitável. A área de 10 mil hectares possui remanescentes de Cerrado e floresta estacional, geralmente associada à mata ciliar existente na beira dos vários córregos do local.
O coordenador do projeto Manuelzão, da UFMG, Thomaz Mata Machado, diz que é preciso maior detalhamento da proposta. “O certo é que a região tem que ter uma destinação, mas é preciso que sejam respeitadas as fontes naturais”, diz.
Quanto à infra-estruturar, especialistas temem que ela seja insuficiente para atender aos moradores, visitantes e trabalhadores. “Ao todo, serão 500 mil pessoas na região”, afirma a urbanista da UFMG Beatriz Couto.
A secretária geral do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB), Rose Guedes, defende mais discussão. “O que preocupa é o transporte público”, diz. (MS) “

Bem o que eu tenho para pensar sobre tudo isso que ocorre? O fim esta próximo...





 Para quem não sabe onde fica este lugar, veja a imagem tirada via satélite da região.

3 comentários:

formaxima.com disse...

Jackson passei para conhecer seu blog ele é not°10, show, espetacular desejo muito sucesso em sua caminhada e objetivo no seu Hiper blog e que DEUS ilumine seus caminhos e da sua família
Um grande abraço e tudo de bom
Ass:Rodrigo Rocha

Jackson Duarte disse...

Rodrigo ( Formaxima.com ) agradeço pelo comentário!
Isso para mim é um combustível!

Sueli disse...

O equilíbrio é o caminho. Precisamos construir e precisamos preservar. Parabéns pela pesquisa, pelo engajamento e por contribuir com seu conhecimento para que possamos descobrir as respostas que tanto nos atormentam.